Prestação
de Contas do Governo Lula – Janeiro de 2006
No período de
janeiro de 2003 até janeiro de 2006, o governo Lula obteve uma receita total de
29,09% do PIB (correntes e de capitais), tendo aplicado 31,59% do PIB como
segue: 13,05% (Fazenda); 9,55% (Previdência Social - União e INSS); 1,93%
(Saúde); 1,68% (Defesa); 1,31% (Educação); e 4,07% com as demais atividades da
União, gerando déficit fiscal nominal de 2,50% do PIB.
De janeiro de 2003 até janeiro de 2006, apenas com Fazenda
(R$ 703,4 bilhões, sendo R$ 298,8 bilhões relativos às Transferências
Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios); Previdência INSS (R$
385,6 bilhões - com 23,5 milhões de beneficiários) e Custo Total com Pessoal da
União - Civis e Militares - Ativos, Inativos e Pensionistas (R$ 272,5 bilhões -
com 2.157.250 beneficiários), totalizando R$ 1.361,5 bilhões, comprometeu-se
86,78% das Receitas Totais (Correntes e de Capitais) no período, no valor de R$
1.569,0 bilhões.
De janeiro de
2003 até janeiro de 2006 houve redução das despesas totais (correntes e de
capitais) de 1,03% do PIB em relação ao ano de 2002. Redução real em relação ao
PIB de 3,16%. Sendo as principais reduções reais em relação ao PIB: Fazenda
(-10,49%); Saúde (–4,93%); Defesa (-14,29%); Educação (–9,66%).
De janeiro de 2003 até janeiro de 2006 houve redução das receitas totais (correntes e de capitais) de 3,32% do PIB em relação ao ano de 2002. Redução real em relação ao PIB de 10,24%.
De janeiro de
2003 até janeiro de 2006 a União gerou um déficit fiscal nominal de R$
134,3 bilhões (2,50% do PIB).
A dotação
orçamentária das despesas da União do exercício de 2006 é de R$ 708,4 bilhões.
Em janeiro de 2006 foi empenhado o montante de R$ 465,7 bilhões e
liquidado R$ 59,3 bilhões, não considerando renegociação de dívidas de R$ 25,1
bilhões em janeiro de 2006.
Comparação do
ano de 2002 com o período de janeiro de 2003 até Janeiro de 2006.
Receitas
Tributárias saíram da média/mês de R$ 9,0 bilhões (8,02% do PIB) em 2002 para
R$ 11,2 bilhões (7,66% do PIB) no período de janeiro de 2003 até janeiro de
2006. Crescimento nominal de 24,44%, e queda real em relação ao PIB de
4,49%.
Receitas de
Contribuições migraram da média/mês de R$ 16,1 bilhões (14,35% do PIB) em 2002
para R$ 22,6 bilhões (15,50% do PIB) no período de janeiro de 2003 até janeiro
de 2006. Crescimento nominal de 40,37%, e aumento real em relação ao PIB de
8,01%.
Receitas de
Capitais migraram da média/mês de R$ 7,8 bilhões (6,95% do PIB) em 2002 para R$
4,2 bilhões (2,91% do PIB) no período de janeiro de 2003 até janeiro de 2006.
Queda nominal de 46,15%, e queda real em relação ao PIB de 58,13%.
Receitas Totais
migraram da média/mês de R$ 36,4 bilhões (32,41% do PIB) em 2002 para R$ 42,4
bilhões (29,09% do PIB) no período de janeiro de 2003 até janeiro de 2006.
Aumento nominal de 16,48%, e queda real em relação ao PIB de 10,24%.
Em dezembro de
1994 o estoque da dívida externa líquida da União era de US$ 34,8 bilhões
(6,41% do PIB) migrando para US$ 72,5 bilhões (15,78% do PIB) em dezembro de
2002. Crescimento real em relação ao PIB de 146,18% comparado com o ano de
1994. Em janeiro de 2006 migra para US$ 71,6 bilhões (8,49% do PIB). Redução
real em relação ao PIB de 46,20% comparado com dezembro de 2002, e crescimento
real em relação ao PIB de 32,45% comprado com dezembro de 1994.
Em dezembro de 1994 o estoque total da dívida externa líquida (pública e privada) era de US$ 107,4 bilhões (19,78% do PIB) migrando para US$ 195,7 bilhões (42,60% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real de 115,37% em relação ao PIB comparado com o ano de 1994. Em janeiro de 2006 cai para US$ 130,6 bilhões (15,49% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 63,64% comparado com dezembro de 2002, e redução real em relação ao PIB de 21,69% comparado com dezembro ano de 1994.
No conceito de liquidez internacional (inclui empréstimos
ponte com FMI) as reservas em dezembro de 2002 eram de US$ 37,8 bilhões (com
US$ 21,5 bilhões de dívida com o FMI), sendo as reservas ajustadas de US$ 16,3
bilhões. Em janeiro de 2006 estavam em US$ 56,9 bilhões (sem divida com o FMI),
sendo as reservas ajustadas de US$ 56,9 bilhões.
Estoque
da Dívida Total Líquida da União (Interna e Externa)
A dívida total
líquida da União (interna e externa) migrou de R$ 87,8 bilhões (25,13% do PIB)
em dezembro de 94 para R$ 1.103,9 bilhões (82,01% do PIB) em dezembro de 2002.
Crescimento real em relação ao PIB de 226,34% comprado com dezembro de 1994.
Em janeiro de 2006 migra para R$ 1.440,0 bilhões (75,10% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 8,42% comparando com dezembro de 2002, e crescimento real em relação ao PIB de 198,85% comparado com dezembro de 1994.
Com base em janeiro de 2006, cabe destacar ter o Tesouro Nacional haveres de R$ 451,8 bilhões junto aos Estados e Municípios, sendo que os 5 estados ditos mais ricos da federação devem 73,90% da referida dívida, como segue: SP (41,34%) - MG (11,41%) - RJ (10,37%) - RS (7,64%) - PR (3,14%), além de R$ 167,6 bilhões em haveres junto às Autarquias, Fundos e Fundações.
Em janeiro de
2006, considerando também a dívida externa do setor privado de US$ 59,0
bilhões, ou R$ 134,2 bilhões (7,00% do PIB), a dívida líquida total: interna,
externa, pública e privada é da ordem de R$ 1.574,2 bilhões (82,10% do PIB).
Com base em
janeiro de 2006, do total da dívida da União existia um montante de R$ 294,4
bilhões (15,35% do PIB) sendo carregada pelo Banco Central do Brasil por falta
de tomadores em mercado. A dívida era maior do que o mercado.
Para
complementar o entendimento da relação financeira entre a União e os Estados,
Municípios e Distrito Federal, sugiro leitura do estudo denominado
"Dívidas dos Estados e Municípios com a União" também disponível
neste espaço.
Primeiramente
devemos entender dois conceitos econômicos básicos:
Juro primário ou
básico: é a remuneração financeira de referência para um dia de financiamento
fixada pelo Banco Central, conhecida como HOT MONEY. Em janeiro de 2006 estava
fixada em 17,25% ao ano.
Efeito
Multiplicador de Base: é um índice calculado pelo Banco Central para regular a
liquidez do mercado, via depósitos compulsórios, bem como dos empréstimos
vinculados (crédito rural, habitação, etc). Através deste índice podemos chegar
a taxa real de juros de mercado.
O custo médio de
carregamento da dívida total da União, considerando inclusive títulos indexados
ao câmbio, em janeiro de 2006 ficou em 1,2736% ao mês, ou 16,40% ao ano, com
ganho real para os investidores de 0,3536% ao mês, ou 4,3267% ao ano, depois de
excluída a inflação média/mês do IGPM de 0,9200% no mês de janeiro de 2006.
Excluindo os títulos indexados ao câmbio, o custo médio ficou em 18,06% ao ano,
ou 1,3931% ao mês.
Sendo o
multiplicador de base médio no mês de janeiro de 2006 de 1,4500, ou seja:
68,97% dos recursos disponíveis foram esterilizados pelo Banco Central, através
dos depósitos compulsórios e empréstimos vinculados, o juro mínimo de mercado
médio, no mês de janeiro de 2006 seria de 16,40% ao ano x 3,2227 = 52,85%
ao ano, ou 3,5990% ao mês, não considerando outros custos, tais como: impostos,
taxas e lucro dos bancos.
Em janeiro de
2006 a dívida total, inclusive indexada ao câmbio, teve um PMP (Prazo Médio de
Pagamento) de 28,89 meses. Considerando apenas a dívida em mercado teve um PMP
de 23,50 meses.
Série história
de nossa balança comercial com base na média/ano foi como segue: 85/89
(superávit de US$ 13,5 bilhões = 4,57% do PIB); 90/94 (superávit de US$ 12,1
bilhões = 2,70% do PIB); 95/02 (déficit de US$ 1,1 bilhões = -0,16% do
PIB). De janeiro de 2003 até janeiro de 2006 (superávit de US$ 34,4 bilhões =
5,41% do PIB).
Série histórica
de nossa necessidade de financiamento de balanço de pagamentos com base na
média/ano foi como segue: 85/89 (US$ 13,4 bilhões = 4,56% do PIB); 90/94 (US$
17,4 bilhões = 3,89% do PIB); 95/02 (US$ 50,9 bilhões = 7,86% do PIB). De
janeiro de 2003 até janeiro de 2006 (US$ 22,0 bilhões = 3,46% do PIB).
Investimentos
Externos Líquidos (Diretos e Indiretos)
Série histórica
dos investimentos externos líquidos (diretos e indiretos) com base na média/ano
foi como segue: 85/89 (negativo de US$ 6,3 bilhões = -2,14% do PIB); 90/94
(positivo de US$ 7,0 bilhões = 1,57% do PIB); 95/02 (positivo de US$ 23,9
bilhões = 3,69% do PIB). De janeiro de 2003 até janeiro de 2006 (negativo de
US$ 2,6 bilhões = -0,40% do PIB).
Gastos com Pessoal da União (Diretos, Indiretos, Civis, Militares, Ativos, Inativos, Pensionistas e Intergovernamentais)
O custo total de
pessoal migrou de R$ 35,8 bilhões em 1994 para R$ 75,0 bilhões em 2002.
Incremento nominal de 109,50% em relação ao ano de 1994. Com base nos números
conhecidos em janeiro de 2006 podemos projetar um custo total de R$ 108,5
bilhões. Incremento nominal de 44,67% em relação ao ano de 2002.
Com base nos números conhecidos em janeiro de 2006 podemos projetar um rendimento médio/mês per capita com pessoal ativo - 1.107.071 servidores (782.493 civis e 324.578 militares) de R$ 4.174,87, enquanto a média/mês per capita nacional para os trabalhadores formais nas atividades privadas de R$ 985,90 (76,38% menor).
Com base nos números conhecidos em janeiro de 2006 podemos projetar um rendimento médio/mês per capita com pessoal inativo e pensionista – 1.050.179 servidores (730.909 civis e 319.270 militares) de R$ 4.208,19, enquanto a média/mês per capita dos inativos e pensionistas das atividades privadas (INSS - 23,9 milhões de beneficiários) de R$ 472,20 (88,78% menor).
Com base
nos números conhecidos no mês de janeiro de 2006, comparando com dezembro de
2002, houve aumento do efetivo da ordem 193.373 servidores, como segue:
Legislativo - 6.398; Judiciário - 7.738; Executivo Militar - 60.771 recrutas;
Executivo Civil - 108.290 e Ex-territórios e DF de 10.176.
Cabe lembrar que
os recursos para pagamento dos trabalhadores do setor público dependem da
geração de renda dos trabalhadores da iniciativa privada. Não existe outra
fórmula conhecida até a presente data.
Vejam senhores
as distorções, sem considerarmos os servidores estaduais e municipais onde a
zorra é muito mais grave. Não existe no planeta cálculo atuarial conhecido que
resolva essa criminosa distorção econômica.
Na verdade o
ponto central do problema está nas distorções salariais existentes entre os
poderes, bem como entre as funções dentro dos poderes. Um verdadeiro manicômio.
Com base nos
números conhecidos em janeiro de 2006 podemos projetar para o exercício de 2006
um déficit do setor privado (INSS) de R$ 30,5 bilhões (1,59% do PIB) e um
déficit do setor público federal de R$
42,0 bilhões (2,19% do PIB), totalizando no ano 2006 déficit de R$ 72,5 bilhões
(3,78% do PIB).
Com base nos
números conhecidos em janeiro de 2006 podemos projetar para o exercício de 2006
uma arrecadação do sistema de previdência geral (INSS) de R$ 120,3 bilhões
(sendo R$ 7,2 bilhões via CPMF), em contribuições de patrões, empregados e
autônomos ativos da iniciativa privada, contingente em torno de 36,8 milhões,
pagando benefícios da ordem de R$ 150,8 bilhões para um contingente em torno de
23,9 milhões de aposentados e pensionistas, com salário médio mensal de
R$ 472,20, gerando déficit de R$ 30,5 bilhões (1,59% do PIB).
Com base nos
números conhecidos em janeiro de 2006 podemos projetar para o exercício de 2006
a arrecadação do governo federal junto aos servidores foi de R$ 6,0 bilhões
(Militares - R$ 1,5 bilhões; Parte Patronal da União dos funcionários civis
Ativos - R$ 1,6 bilhões e Parte dos Funcionários Civis Ativos e Inativos - R$
2,9 bilhões) de um contingente de pessoal ativo da ordem de 1.107.071
servidores (782.493 civis e 324.578 militares), pagando benefícios de R$ 48,0
bilhões para um contingente de 1.050.179 servidores aposentados e pensionistas
(730.909 civis e 319.270 militares), com salário médio mensal de R$ 4.208,19,
gerando um déficit de R$ 42,0 bilhões (2,19% do PIB).
O Brasil é um
país virgem, com vocação natural para o crescimento: 6,99%(1952/63), 6,22%
(1964/84).
A partir de 1985, com a instalação da Democracia
Meia-Sola, amargou quedas sucessivas do crescimento real, com média/ano como
segue: 4,39% ao ano (1985/89), 1,18% ao ano (1990/94), 2,33% ao ano (1995/02) e
2,84% ao ano (2003/04) gerando uma média medíocre de crescimento econômico real
média/ano no período de 2,68% ao ano, indicador responsável por todos os
desequilíbrios atuais, principalmente previdência.
O PIB per capita
apurado no ano de 1994 foi de US$ 3.464,00. Em 2002 fechou em US$
2.630,00, ou seja: 24,08% menor do que o apurado em 1994. Com base nos números
conhecidos em janeiro de 2006 podemos projetar um PIB per capita de US$
4.544,00, ou seja: 72,78% maior do que o apurado no ano de 2002, e 31,17% maior
do que o apurado em 1994.
O PIB apurado no
ano de 1994 foi de US$ 543,1. Em 2002 fechou em US$ 459,4 bilhões, ou seja:
15,41% menor do que o apurado no ano de 1994. Com base nos números conhecidos
em janeiro de 2006 podemos projetar um PIB de US$ 843,3 bilhões, ou seja:
83,56% maior do que o apurado em 2002, e 55,28% maior do que o apurado em 1994.
Em 2002 foi
apurada uma taxa média de desemprego aberto, medida pelo IBGE, de 11,7%. Em janeiro
de 2006 foi apurada uma taxa média de 9,2%, ou seja: 21,37% menor do que a
média apurada em 2002.
Memórias
de cálculos
Indicadores
utilizados no estudo
a) Com base nos
números conhecidos em janeiro de 2006 estamos considerando um PIB a preços
correntes de R$ 1.917,5 bilhões (crescimento real de 2,00% e inflação de 4,50%
medida pelo IPCA-IBGE).
b) Com base no
dólar médio em janeiro de 2006 de R$ 2,2739 estamos considerando um PIB de US$
843,3 bilhões para o ano corrente.
c) Em janeiro de
2006 o IGPM foi de 0,92% e o IPCA de 0,59%.
Quadro Demonstrativo I - Despesas realizadas pela União,
segundo os órgãos da administração - Fonte de Consulta MF - Base R$ bilhões.
|
Órgãos |
2003/2005 |
Jan/06 |
Janeiro/03 até Janeiro/06 |
||
|
|
Valor |
Valor |
Valor |
% Des. |
% PIB(1) |
|
Poder Executivo |
1.571,6 |
54,7 |
1.626,3 |
95,48 |
30,16 |
|
Fazenda (2 e
3) |
672,3 |
31,1 |
703,4 |
41,30 |
13,05 |
|
Previdência
Social |
416,4 |
12,9 |
429,3 |
25,20 |
7,96 |
|
Saúde |
100,9 |
3,3 |
104,2 |
6,12 |
1,93 |
|
Defesa |
88,4 |
2,2 |
90,6 |
5,32 |
1,68 |
|
Educação |
69,3 |
1,1 |
70,4 |
4,13 |
1,31 |
|
Trabalho |
59,9 |
1,7 |
61,6 |
3,62 |
1,14 |
|
Transportes |
18,6 |
0,1 |
18,7 |
1,10 |
0,35 |
|
Agricultura |
14,5 |
0,2 |
14,7 |
0,86 |
0,27 |
|
Justiça |
12,7 |
0,2 |
12,9 |
0,76 |
0,24 |
|
Presidência |
4,5 |
0,1 |
4,6 |
0,27 |
0,09 |
|
Ciência/Tecnologia |
9,2 |
0,1 |
9,3 |
0,55 |
0,17 |
|
Integração
Nacional |
18,8 |
0,1 |
18,9 |
1,11 |
0,35 |
|
Minas e
Energia |
30,2 |
0,6 |
30,8 |
1,81 |
0,57 |
|
Desenv.
Agrário |
8,5 |
0,0 |
8,5 |
0,50 |
0,16 |
|
Meio Ambiente |
3,0 |
0,1 |
3,1 |
0,18 |
0,06 |
|
Orçamento/Gestão |
5,3 |
0,1 |
5,4 |
0,32 |
0,10 |
|
Desenv./Ind./Com. |
3,6 |
0,0 |
3,6 |
0,21 |
0,07 |
|
Relações
Exteriores |
4,4 |
0,1 |
4,5 |
0,26 |
0,08 |
|
Comunicações |
3,2 |
0,1 |
3,3 |
0,19 |
0,06 |
|
DS e Combate a
Fome |
15,4 |
0,5 |
15,9 |
0,93 |
0,29 |
|
Cidades |
7,1 |
0,0 |
7,1 |
0,42 |
0,13 |
|
Outras
Despesas |
5,4 |
0,1 |
5,5 |
0,32 |
0,10 |
|
Poder
Judiciário |
53,0 |
4,1 |
57,1 |
3,35 |
1,06 |
|
Justiça do
Trabalho |
18,9 |
0,6 |
19,5 |
1,14 |
0,36 |
|
Justiça
Federal |
23,1 |
3,1 |
26,2 |
1,54 |
0,49 |
|
Justiça
Eleitoral |
6,2 |
0,2 |
6,4 |
0,38 |
0,12 |
|
Justiça
Distrito Federal |
2,0 |
0,1 |
2,1 |
0,12 |
0,04 |
|
STJ/STF |
2,2 |
0,1 |
2,3 |
0,13 |
0,04 |
|
Justiça
Militar |
0,6 |
0,0 |
0,6 |
0,04 |
0,01 |
|
MP da
União |
4,8 |
0,1 |
4,9 |
0,29 |
0,09 |
|
Poder
Legislativo |
14,6 |
0,4 |
15,0 |
0,88 |
0,28 |
|
Câmara dos
Deputados |
6,8 |
0,1 |
6,9 |
0,40 |
0,13 |
|
Senado |
5,9 |
0,2 |
6,1 |
0,36 |
0,11 |
|
Tribunal de
Contas |
1,9 |
0,1 |
2,0 |
0,12 |
0,04 |
|
Total Geral
Despesas |
1.644,0 |
59,3 |
1.703,3 |
100,00 |
31,59 |
|
Total Geral
Receitas |
1.515,0 |
54,0 |
1.569,0 |
92,11 |
29,09 |
|
Resultado
Nominal |
(129,0) |
(5,3) |
(134,3) |
(7,89) |
(2,50) |
Notas: (1) PIB
de 2003 - R$ 1.556,2 bilhões: R$ 1.769,2 bilhões em 2004; previsto de R$
1.907,3 em 2005; previsto de R$ 1.917,5 em 2006 (2) Excluídos refinanciamentos
de dívidas, nas receitas e despesas, no montante de R$ 1.276,2 bilhões em
2003/05 e R$ 25,1 bilhões em 2006; (3) Incluído no montante total
"Transferências Constitucionais" para Estados e Municípios de R$
290,2 bilhões em 2003/05 e R$ 8,6 bilhões em 2006.
Quadro Demonstrativo II - As cinco prioridades de gastos do governo Lula
De Janeiro de 2003 até Janeiro de 2006 - Base R$ bilhões.
|
Órgãos da Administração |
Valor |
% Despesas. |
% PIB |
|
Fazenda |
703,4 |
41,30 |
13,05 |
|
Previdência
(INSS/União) |
514,8 |
30,22 |
9,55 |
|
Saúde |
104,2 |
6,12 |
1,93 |
|
Defesa |
90,6 |
5,33 |
1,68 |
|
Educação |
70,4 |
4,13 |
1,31 |
|
Outros |
219,9 |
12,90 |
4,07 |
|
Total |
1.703,3 |
100,00 |
31,59 |


Os principais
indicadores do governo Lula no período de janeiro de 2003 até janeiro de 2006
foram como segue:
a) Receitas
Totais de 29,09% do PIB (Receitas Correntes e de Capitais).
b) Despesas
Totais de 31,59% do PIB (Despesas Correntes e de Capitais).
c) Gerando
déficit fiscal nominal de 2,50% do PIB.
d) De janeiro de 2003 até janeiro de 2006, apenas com Fazenda (R$ 703,4 bilhões, sendo R$ 298,8 bilhões relativos às Transferências Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios); Previdência INSS (R$ 385,6 bilhões - com 23,5 milhões de beneficiários) e Custo Total com Pessoal da União - Civis e Militares - Ativos, Inativos e Pensionistas (R$ 272,5 bilhões - com 2.157.250 beneficiários), totalizando R$ 1.361,5 bilhões, comprometeu-se 86,78% das Receitas Totais (Correntes e de Capitais) no período, no valor de R$ 1.569,0 bilhões.
Quadro Demonstrativo III – Análise Fiscal da União de Janeiro de 2003
até janeiro de 2006 em comparação com 2002 – Base R$ bilhões
|
Órgãos |
2002 |
% PIB |
2003/2006 |
% PIB |
Variação PIB |
|
Fazenda |
(196,2) |
(14,58) |
(703,4) |