“Ao falido Brasil Real somente restará assistir, pacientemente, as lutas de classes que serão travadas no seio do Brasil Oficial” (Ricardo Bergamini).
Nacionalismo
Patriotismos raciais: ódios
acumulados; agitações nacionalistas; reivindicações territoriais. Manifestações
mais importantes: as aspirações a uma Grande Sérvia; o pan-eslavismo da Rússia;
o anelo de “revanche” da França (desforra de 1870; reivindicação da Alsácia e
Lorena); orgulho nacionalista alemão (Deutschland über Alles); pan-germanismo
da Alemanha; as reivindicações italianas (“Itália irredenta”); rivalidades
políticas: Áustria x Sérvia, França x Alemanha, Rússia x Turquia, Itália x
Áustria, etc.
Blocos
antagônicos: Tríplice Aliança x Tríplice Entente. Clima de insegurança e de
receios.
Tratados
secretos (com fortes obrigações militares), desconhecidos do povo e mesmo dos
parlamentares.
Luta pelos mercados de consumo.
Rivalidade industrial entre a Inglaterra e a Alemanha. Estrada de ferro
Berlim-Bagdá (de alemães e austríacos), que provoca a oposição da Rússia,
Inglaterra e França (por motivos políticos e econômicos).
Tânger (1905); A Áustria anexa
duas províncias turcas, Bósnia e Herzegovina, povoadas por eslavos (1908);
Agadir (1911); A Áustria proíbe a anexação da Albânia à Sérvia (1913).
A faísca que acendeu o estopim:
Assassínio do arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono imperial
austro-húngaro – em Sarajevo, capital da Bósnia, a 28 de junho de 1914.
28 de junho:
Assassínio do arquiduque Francisco Fernando; 23 de julho: Ultimato da Áustria à
Sérvia; 25 de julho: Resposta conciliadora da Sérvia; 28 de julho: Gestão
conciliadora da Inglaterra. A Áustria-Hungria declara guerra à Sérvia; 29 de
julho: Apelo da Alemanha à Rússia para localização do conflito; 30 de julho: A
Rússia ordena a mobilização geral; 31 de julho: Ultimato da Alemanha à Rússia,
exigindo que suspenda a mobilização; 1° de agosto: A Alemanha
declara guerra à Rússia. Ultimato da Alemanha à França, exigindo que declare as
suas intenções. A França, responde que agirá “de acordo com os seus interesses”
e decreta a mobilização; 3 de agosto: A Alemanha declara guerra à França. A
Alemanha invade a Bélgica; 4 de agosto: Ultimato da Inglaterra à Alemanha para
que respeite a neutralidade belga. A Alemanha prossegue na invasão da Bélgica;
5 de agosto: A Inglaterra declara guerra à Alemanha.
Os “aliados” (França, Inglaterra e Rússia; depois Itália e Romênia; finalmente: Estados Unidos) mobilizam 42 milhões de soldados. As “potências centrais” (Alemanha, Áustria-Hungria; depois: Turquia e Bulgária) mobilizam 23 milhões de soldados.
Guerra de trincheiras. Bloqueio. Guerra submarina. Uso de gases asfixiantes, metralhadoras, lança-chamas, balas explosivas, canhões de longo alcance, tanques, aviação.
Fases e episódios essenciais
Na frente ocidental: A primeira guerra de movimentos (1914): batalhas do Marne e do Yser; A guerra de trincheiras (1915-1917). A Itália entra na guerra (1915). Verdun (1916). Os Estados Unidos entram na guerra (1917).
Na frente oriental: Os russos avançam, mas são derrotados por Hindenburg (1914) em Tannenberg e nos Lagos Masurianos; Alemães e austríacos tomam a Polônia e a Lituânia (1915); Revolução russa (1917); Paz de Brest-Litovsk (março de 1918). A Rússia entrega aos alemães: Polônia, Lituânia, Letônia e Estônia.
O
autor é Professor de Economia. rberga@tutopia.com.br