Realizações das Ciências – Parte II
“A
História da Humanidade é muito complexa para ser explicada apenas pelo debate
restrito entre Comunismo e Capitalismo”. (Ricardo Bergamini).
Destaca-se o inglês Charles Lyell, que investiga a formação dos estratos e a origem dos fósseis. Seus ensinamentos (Principles of Geology, 1830-1833) levaram ao desenvolvimento da Paleontologia.
1809: Jean Lamarck, francês,
publica a primeira teoria sistemática sobre a evolução orgânica: herança dos
caracteres adquiridos. (Hoje, esta hipótese somente parcialmente é aceita);
1859: Charles Darwin, inglês, publica a Origem das Espécies; teoria da evolução
orgânica, explicada pela hipótese do “struggle for life” (a luta pela vida) e da
seleção natural.
A Lingüística estuda e compara os idiomas do Oriente, especialmente o sânscrito. A Filologia dedica-se aos idiomas romances (crítica erudita dos textos, estudos gramaticais).
Em relação com os progressos da
Arqueologia, destacam importantes achados e geniais trabalhos de decifração:
Grotefend (cuneiformes,1802); Champollion (pedra de Rosetta, hieróglifos
egípcios, 1822); Rawlinson (rocha de Beistum, 1837; cuneiformes).
Há progressos na História (espírito científico), na Geografia Humana e na Economia. Cria-se a Sociologia. Na Filosofia predominam as idéias conservadoras e reacionárias: a ordem acima da liberdade.
A nova corrente histórica recorre
às fontes, diretamente. Cada fato pretende ser esmiuçado – objetiva,
cientificamente – nas suas origens (causas) e no seu processo evolutivo.
Destacam-se, entre os historiadores:
Na França: Thierry (1795-1856) e
Michelet (1798-1874); na Inglaterra: Macaulay (1800-1859) e Carlyle
(1795-1881), autor de Os heróis e o culto os heróis (1840).
A obra de Adam Smith – fundador da
economia clássica – é continuada por eminentes economistas ingleses: Malthus,
David Ricardo, James Mill, considerados “clássicos”, “individualistas” ou
“liberais”.
Aparecem, também, novas teorias
econômicas e novas doutrinas sociais, elaboradas por adversários da economia
clássica (antiliberais): Liberalismo e Corporativismo (John Stuart Mill);
Intervencionistas (Sismondi); Nacionalistas (List); Socialistas Utópicos
(Fourier, Owen, Louis Blanc); Socialistas “científicos” (Marx e Engels).
Na filosofia predomina o idealismo
romântico de Emanuel Kant (1724-1804) e dos seus discípulos – Fichte,
Schelling, Hegel. A teoria romântica da verdade combina-se com a concepção
idealista do universo. O racionalismo e o materialismo aliam-se à intuição e ao
espiritualismo. Politicamente, são nacionalistas, pregam o direito do mais
forte e a supremacia do Estado sobre o indivíduo. Fichte e Hegel são
precursores ideológicos do totalitarismo. Pela sua teoria do choque entre
sistemas opostos e a conseqüente evolução progressiva, Hegel (1770-1831)
influirá mais tarde em Marx (teoria do materialismo histórico).
O francês Augusto Comte
(1798-1857) cria o positivismo, uma corrente filosófica antimetafisica, liberal
e prática, que adota um novo critério na classificação e definição das ciências
– e tenta conciliar o pensamento filosófico com o progresso científico. A
filosofia de Comte procura melhorar a humanidade e promover o progresso social.
O
autor é Professor de Economia. rberga@tutopia.com.br