“A
palavra paz somente habita as mentes dos omissos e covardes”. (Ricardo
Bergamini).
Terceira Coligação – Inglaterra, Áustria e Rússia.
Os ingleses vencem a batalha naval
de Trafalgar (1805), anulando o plano de Napoleão de atravessar o canal da
Mancha e invadir a Inglaterra. Napoleão vence os austríacos em Ulm (outubro de
1805) e os austro-russos na famosa batalha de Austerlitz (dezembro de 1805). A
Áustria pede a paz.
Quarta Coligação – Inglaterra, Prússia e Rússia.
Sexta Coligação – Inglaterra, Rússia e Suécia.
A 12 de junho de 1812, Napoleão
atravessa o Niêmen e invade a Rússia com a Grande Armée (509.700 homens),
composta de franceses, italianos, austríacos, croatas, suíços, bávaros, saxões,
prussianos, belgas, holandeses, poloneses e wesfalianos. Em Borodino (7 de
setembro de 1812), a 150 km de Moscou, o general russo Kutúzov enfrenta os
soldados de Napoleão (já reduzidos a 128.000). As forças de Napoleão entram em
Moscou (14 de setembro), quase totalmente abandonada pela sua população. No dia
seguinte, porém, a cidade é incendiada pelos próprios russos. A retirada das
tropas de Napoleão, em pleno inverno (outubro, novembro e dezembro), prostradas
pelo frio e pela fome, constantemente fustigadas pelos soldados de Kutúzov, por
guerrilheiros e cossacos – transforma-se numa catastrófica derrota. A 16 de
dezembro, só 18.000 homens – o resto do Grande Exército! – conseguem repassar o
Niêmen e chegar a Kovno. Napoleão perdera mais de 490.000 soldados. Era o
começo do fim.
Sétima Coligação – Os
Cem Dias (1°
de março a 22 de junho de 1815).
Napoleão foge de Elba e desembarca na Provença com 1.000 soldados veteranos. Sua marcha sobre Paris é uma consagração triunfal. Em poucos dias reúne 124.000 homens e se atira contra 220.000 anglo-prussianos. É finalmente derrotado em Waterloo (18 de junho de 1815). Abdica a 22 de junho e tenta embarcar para os Estados Unidos. Mas é preso pelos ingleses, que o envia prisioneiro à longínqua ilha de Santa Helena (no Atlântico Sul), onde morre seis anos mais tarde (5 de maio de 1821).
O
autor é Professor de Economia. rberga@tutopia.com.br