Como já abordamos em artigos anteriores o governo de
FHC obteve o privilégio de ter conseguido os dois indicadores abaixo:
- Aumento criminoso da carga tributária de 27.90% do
PIB em 1994 para 36% do PIB previsto para o ano de 2002. Acréscimo real de
29,03% em relação ao ano de 1994
- Recebimento de investimentos externos líquidos da
ordem de US$ 189,2 bilhões
Apesar do acima colocado deixa o Brasil com diversas
bombas de efeito retardado que explodirão em breve, quais sejam:
Estoque da Dívida Externa Líquida.
A dívida externa líquida, pública e privada, no ano
de 1994 era de US$ 107,4 bilhões (19,78% do PIB). Em novembro de 2002 estava em
US$ 194,3 bilhões (41,19% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de
108,24%.
No conceito de liquidez internacional (inclui
empréstimos ponte com FMI) as reservas em dezembro de 1996 eram de US$ 60,1
bilhões (não havia dívidas com FMI). Em novembro de 2002 estavam em US$ 35,6
bilhões (com US$ 20,0 bilhões em dívidas com o FMI), ou seja: as reservas
ajustadas eram de apenas US$ 15,6 bilhões. Redução de 285,26% em relação ao ano
de 1996.
Estoque da Dívida Total Líquida (Interna e Externa)
da União
A dívida total líquida saltou de R$ 87,8 bilhões em
dezembro de 1994 (25,13% do PIB) para R$ 1.099,4 bilhões em novembro de 2002
(81,58% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 224,63%.
Considerando também a dívida externa do setor privado
de US$ 119,6 bilhões, ou R$ 341,6 bilhões (25,35% do PIB), a dívida total:
interna, externa, pública e privada é da ordem de R$ 1.441,0 bilhões (106,93%
do PIB).
Apesar da rolagem da dívida ter custado ao Banco
Central 47,16% ao ano, na média do período de janeiro de 2002 até novembro de
2002, mesmo assim, em novembro de 2002 existia um montante de R$ 267,8 bilhões
sendo carregado ilegalmente pelo Banco Central por falta de tomadores em
mercado.
Do total da dívida líquida cabe destacar ter o
Tesouro Nacional haveres de R$ 371,4 bilhões junto aos Estados e Municípios e
de R$ 108,9 bilhões junto a Autarquias, Fundos e Fundações.
Do total de R$ 371,4 bilhões a receber dos Estados e
Municípios se refere à federalização das dívidas ocorridas entre os anos de
1996/98, com juros subsidiados de 6% ao ano e prazo de pagamento de 30 anos.
Onde somente os Estados e Municípios de: São Paulo, Minas Gerais, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná representam 72,5% do total da dívida. E
pasmem!!!! Todos estão falidos novamente necessitando de novo socorro
financeiro subsidiado pelo resto da Nação pobre e miserável.
Para finalizar gostaria de acrescentar que: povo que
não respeita “a verdade absoluta dos números”, não respeita nem a “Deus”, nem
aos “Grandes Pensadores da Humanidade”, e o pior, não se respeitam como povo e
nação.
“Grandes criadores da ciência moderna tais como,
Kepler, Galileu e Newton interpretavam a inteligibilidade matemática do cosmo
num sentido teológico (como seus contemporâneos Descartes e, sobretudo,
(Malebranche). Deus criou o mundo com leis matemáticas colocando em nosso
espírito “ciências de verdade" (Descartes) que nós apenas temos de
desenvolver para compreendê-lo. Kepler, entusiasmado com sua descoberta da
trajetória elíptica dos planetas, exprime, numa bela página dos seus Cinco
Livros sobre a Harmonia do Mundo, sua gratidão a Deus: "Agradeço-te,
Criador e Senhor, por me teres regozijado o espírito com o espetáculo de tua
obra". Leibniz admirava profundamente a extrema simplicidade das leis do
universo, em que o máximo de efeitos realizou-se com o mínimo de meios. "O
mundo", dizia, "originou-se dos cálculos de Deus". Já Platão
invocava um Deus que "sempre geometriza". Na Bíblia, o Livro da
Sabedoria (XI, 20) ensina-nos que "Deus tudo regulou com medida e com
número".
Até quando continuaremos batendo
palmas para bêbados dançarem?
NOTA: Estudo completo ler
“Prestação de Contas do Governo FHC” disponível em nosso sítio abaixo
mencionado.
O
autor é Professor de Economia. rberga@tutopia.com.br
www.angelfire.com/sc3/ricardobergamini