Você
Sabia? Parte IV (Base Agosto de 2002)
1) Que no período de janeiro de
1995 até agosto de 2002 o governo FHC obteve uma Receita Total de 25,56% do PIB
(tributárias, contribuições e capitais), tendo aplicado 29,57% do PIB como segue:
13,15% (Administração Financeira); 6,84% (Previdência Social); 1,99% (Saúde);
1,85% (Defesa); 1,40% (Educação); 0,92% (Empregos) e 3,42% com as demais
atividades da União, gerando déficit fiscal nominal de 4,01% do PIB.
2) Que no período de janeiro de
1995 até agosto de 2002 apenas com Administração Financeira (R$ 959,6 bilhões)
e Previdência Social (R$ 499,0 bilhões) foram comprometidos 78,14% das Receitas
Totais (contribuições, tributárias e de capitais) do período no valor de R$
1.866,6 bilhões. Tendo restado apenas 21,86% (R$ 408,04 bilhões) para as demais
25 atividades de União: Saúde, Educação, Defesa, etc.
3) Que as Receitas Totais da União
(contribuições, tributárias e de capitais) migraram da média mês de R$ 19,1
bilhões, no período de janeiro de 1995 a dezembro de 2001, para R$ 32,9 bilhões
na média de janeiro de 2002 até agosto de 2002. Incremento de 72,25%.
4) Que de janeiro de 2002 até
agosto de 2002 houve superávit fiscal nominal de R$ 17,7 bilhões (2,07% do PIB)
e que a dívida pública líquida da União (interna e externa) de janeiro de 2002
até agosto de 2002 aumentou em R$ 169,0 bilhões (que nada mais é do que déficit
diferido). Com isso o déficit real de janeiro de 2002 até agosto de 2002 foi de
R$ 151,3 bilhões (17,66% do PIB).
5) Que a dívida externa líquida,
pública e privada, no ano de 1994 era de US$ 107,4 bilhões (19,78% do PIB). Em
agosto de 2002 estava em US$ 198,2 bilhões (39,93% do PIB). Crescimento real em
relação ao PIB de 101,87%.
6) Que no conceito de liquidez internacional
(inclui empréstimos ponte com FMI) as reservas em dezembro de 1996 eram de US$
60,1 bilhões (não havia dívidas com o FMI). Em agosto de 2002 estavam em US$
37,6 bilhões (com US$ 16,5 bilhões de dívidas com o FMI), ou seja: as reservas
ajustadas eram de apenas US$ 21,1 bilhões. Redução de 184,84% em relação ao ano
de 1996.
7) Que a dívida total líquida da
União (interna e externa) saltou de R$ 87,8 bilhões em dezembro de 1994 (25,13%
do PIB), para R$ 1.025,4 bilhões em agosto de 2002 (79,82% do PIB). Crescimento
real em relação ao PIB de 217,63%.
8) Que se considerarmos
também a dívida externa do setor privado de US$ 125,7 bilhões, ou R$ 325,3
bilhões (25,32% do PIB), a dívida total: interna, externa, pública e privada é
da ordem de R$ 1.350,7 bilhões (105,14% do PIB).
9) Que do total da dívida da União
citada no item (7) acima, existe um montante de R$ 243,8 bilhões sendo
carregada ilegalmente pelo Banco Central do Brasil, por falta de tomadores em
mercado.
10) Que nossa séria histórica da
balança comercial foi como segue: Superávit 79/84 (US$ 15,9 bilhões); Superávit
85/89 (US$ 67,3 bilhões); Superávit 90/94 (US$ 60,3 bilhões). E no período
de janeiro de 1995 a agosto de 2002, pela primeira vez, geramos déficit
comercial atingindo (US$ 16,2 bilhões). Avança Brasil!!! (para o
Abismo).
11) Que a nossa séria histórica de
necessidade de financiamento do Balanço de Pagamentos foi como segue: 79/84
(US$ 96,3 bilhões); 85/89 (US$ 67,2 bilhões); 90/94 (US$ 86,9 bilhões). E no
período de janeiro de 1995 até agosto de 2002 migramos para (US$ 397,8
bilhões). Ou seja: no período de 1979/94 administramos um buraco médio em torno
de U$S 15,5 bilhões ao ano. No período de janeiro de 1995 até agosto de 2002 um
rombo médio em torno US$ 51,9 bilhões ao ano.
12) Que no período de janeiro de
1995 até agosto de 2002 recebemos um montante de US$ 192,9 bilhões (bilhões de dólares americanos) em investimentos
externos (diretos e indiretos).
13) Que o gasto total com pessoal
da União (diretos, indiretos, civis, militares, ativos e inativos) migrou de R$
35,8 bilhões em 1994 para R$ 65,4 bilhões em 2001. Incremento de 82,68% em
relação ao ano de 1994, cuja inflação medida pelo IPCA (IBGE) foi de 78,31% no
período. E que com base nos gastos até agosto de 2002 podemos projetar um custo
total de R$ 72,8 bilhões para o ano de 2002. Apesar de manter o mesmo efetivo
em torno de 2 milhões de pessoas. Avança Brasil!!! (para o
abismo).
14) Que considerando os três poderes da República, civis e militares, com base nos gastos até agosto de 2002 o rendimento médio mês per capita com pessoal ativo do governo federal foi de R$ 3.185,39, sendo a média nacional dos trabalhadores formais nas atividades privadas de R$ 781,90, ou seja: 307,39% menor.
15) Que considerando os três
poderes da República, civis e militares, com base nos gastos até agosto de 2002
o rendimento médio mês per capita com pessoal inativo (aposentadorias e
pensões) foi de R$ 2.591,00, sendo a média per capita dos inativos das
atividades privadas de R$ 360,00 mensais, ou seja: 619,72% menor.
16) Que até o mês de agosto de
2002, não considerando receita da Cofins de R$ 31,5 bilhões desviada para
atender o serviço da dívida, o déficit do setor privado (INSS) foi de R$ 5,4
bilhões e o público federal de R$ 19,3 bilhões, totalizando até o mês de agosto
de 2002 um déficit de R$ 24,7 bilhões.
17) Que de janeiro de 2002 até agosto de 2002 o sistema de previdência do INSS arrecadou um montante de R$ 46,5 bilhões (sendo R$ 3,4 bilhões via CPMF) em contribuições de patrões, empregados e autônomos ativos da iniciativa privada, contingente em torno de 50 milhões, pagando benefícios da ordem R$ 51,9 bilhões para um contingente em torno de 20 milhões de aposentados e pensionistas, gerando um déficit de apenas R$ 5,4 bilhões.
18) Que de janeiro de 2002 até
agosto de 2002 o governo federal arrecadou um montante R$ 3,4 bilhões de um
contingente de funcionários ativos da ordem de 1.014.369, pagando benefícios de
R$ 22,7 bilhões para um contingente da ordem de 988.354 aposentados e
pensionistas, gerando um déficit de R$ 19,3 bilhões. Funcionário Público Esperança. Adote Um!!!
19) Que o Brasil é um país virgem,
com vocação natural para o crescimento: 6,99% ao ano (1952/63); 6,22% ao ano
(1964/84). E que somente governos perdulários e corruptos poderiam
inviabilizar nossa vocação natural para o crescimento. Fato ocorrido a partir
de 1985, com a instalação da "Democracia Meia-Sola", com quedas
sucessivas do crescimento: 4,39% ao ano (1985/89); 1,18% ao ano (1990/94) e de
2,43% ao ano (1995/01), gerando uma média medíocre de crescimento econômico
real no período (1985/2001) de 2,66% ao ano, indicador responsável por todos os
desequilíbrios atuais, principalmente previdência.
20) Que o PIB per capita no ano de
1994 foi de US$ 3.488,00. E que com base nos números conhecidos até agosto de
2002 podemos projetar um PIB per capita de U$ 2.853,00 bilhões para o ano
corrente. Redução de 22,25% em relação ao ano de 1994. Avança
Brasil!!!!! (para o Abismo).
21) Que o PIB em 1994 foi de US$
543,1 bilhões. E que com base nos números conhecidos até agosto de 2002 podemos
projetar um PIB de míseros US$ 496,4 bilhões para o ano corrente. Redução de
9,41% em comparação com o ano de 1994.
22) Que em 1994 a taxa média de
desemprego aberto, medida pelo IBGE, foi de 5,1%. E em agosto de 2002 ficou em
7,3%, sendo a média do ano de 2002 de 7,3%. Houve um crescimento do desemprego
de 43,14% em comparação ao ano de 1994
23) Que a amostragem do item (22)
acima analisada tem o perfil que segue: a) empregados com carteira assinada
(42,3%); b) sem carteira assinada (25,9%); c) trabalho por conta própria
(20,7%); d) patrões (3,8%) e desocupados (7,3%). Portanto
um contingente de 33,2% dos economicamente ativos, compostos dos sem carteira
assinada e desocupados, são excluídos do Brasil Oficial.
24) Que o tal efeito eleições
(lulômetro, cirômetro, ou o nome que seja) é uma bobagem que, por si só, é
claramente comprovada pelos indicadores acima demonstrados. Quando na verdade o
efeito real é FHC (fernandômetro). Apenas a bomba estourou antes do prazo
programado.
25) Que se o Brasil não tivesse se
transformado em um "Acampamento de Refugiados" o Sr. Fernando
Henrique Cardoso já estaria preso.
26) Que o Brasil está vivendo uma
guerra civil. Segundo a "ONU" acima de 15.000 assassinatos ano um
país é considerado em guerra civil. O Brasil atinge 45.000 assassinatos ano.
27) Que todas as informações aqui prestadas não têm nenhum vinculo com paixões
partidárias ou ideológicas, sendo apenas um estudo técnico elaborado com base
na verdade absoluta dos números disponíveis nos arquivos oficiais do governo
brasileiro.
Mensagem
para as eleições
1- Aos leitores com
plena convicção de que as propostas apresentadas por seu candidato à Presidência
da República serão capazes de tirar o Brasil do atual estado de putrefação
econômico, financeiro, político e social acima demonstrado: Boa Sorte!!!
Estaremos todos torcendo.
2- Aos leitores que
tiverem o seu candidato eleito, sugiro: como demonstração de fé, renúncia,
doação e colaboração que vendam seus patrimônios pessoais, de preferência para
estrangeiros em dólares americanos, e apliquem o produto da venda em “Títulos
Inegociáveis e Intransferíveis da Dívida Pública da União”, pelo prazo 4 anos de
seu mandato.
3- Sabedores que somos da dignidade e do passado dos quatro candidatos, tanto no campo do conhecimento, quanto de suas obras retratadas em livros disponíveis em todas as cinco livrarias existentes no Brasil, temos plena certeza que o eleito irá colocar, da mesma forma que os seus eleitores colocarão, os seus bens declarados (não haverá necessidade de colocar os bens não declarados, que estão em nomes de terceiros) na Justiça eleitoral, na aplicação da “Dívida Pública”, conforme minha sugestão.
3- Aos leitores que não
acreditam que as propostas apresentadas pelos candidatos sejam capazes de tirar
o Brasil do atual atoleiro, sugiro: fugirem de toda e qualquer aplicação no
mercado financeiro denominado em “reais”, e se possível, fugirem do Brasil.
O
autor é Professor de Economia. rberga@tutopia.com.br
www.angelfire.com/sc3/ricardobergamini