Você
Sabia? Parte III (Base Julho de 2002)
1)
Que no período de janeiro de 1995 até julho de 2002 o governo FHC obteve uma
Receita Total de 25,45% do PIB (tributárias, contribuições e capitais), tendo
aplicado 29,58% do PIB como segue: 13,15% (Administração Financeira); 6,82%
(Previdência Social); 2,01% (Saúde); 1,86% (Defesa); 1,40% (Educação); 0,92%
(Empregos) e 3,42% com as demais atividades da União, gerando déficit fiscal
nominal de 4,13% do PIB.
2) Que no período de janeiro de 1995
até julho de 2002 apenas com Administração Financeira (R$ 946,0 bilhões) e
Previdência Social (R$ 491,0 bilhões) foram comprometidos 78,50% das Receitas
Totais (contribuições, tributárias e de capitais) do período no valor de R$
1.830,6 bilhões. Tendo restado apenas 21,50% (R$ 393,6 bilhões) para as demais
25 atividades de União: Saúde, Educação, Defesa, etc.
3) Que as Receitas Totais da União
(contribuições, tributárias e de capitais) migraram da média mês de R$ 19,1
bilhões, no período de janeiro de 1995 a dezembro de 2001, para R$ 32,4 bilhões
na média de janeiro de 2002 até julho de 2002. Incremento de 64,63%.
4) Que de janeiro de 2002 até julho
de 2002 houve superávit fiscal nominal de R$ 13,1 bilhões (1,75% do PIB) e
que a dívida pública líquida da União de janeiro de 2002 até julho de 2002
aumentou em R$ 179,4 bilhões (que nada mais é do que déficit diferido). Com
isso o déficit real de janeiro de 2002 até julho de 2002 foi de R$ 166,3 bilhões
(22,21% do PIB).
5) Que a dívida externa líquida,
pública e privada, no ano de 1994 era de US$ 107,4 bilhões (19,78% do PIB).
Em julho de 2002 estava em US$ 196,3 bilhões (38,44% do PIB). Crescimento
real em relação ao PIB de 94,34%.
6) Que no conceito de liquidez internacional
(inclui empréstimos ponte com FMI) as reservas em dezembro de 1996 eram de
US$ 60,1 bilhões (não havia empréstimos do FMI). Em julho de 2002 estavam
em US$ 39,1 bilhões (com US$ 15,6 bilhões entre empréstimos e ajustes do FMI),
ou seja: as reservas ajustadas eram de apenas US$ 23,5 bilhões. Redução de
155,74% em relação ao ano de 1996.
7) Que a dívida total líquida da
União (interna e externa) saltou de R$ 87,8 bilhões em dezembro de 1994 (25,13%
do PIB), para R$ 1.035,8 bilhões em julho de 2002 (80,71% do PIB). Crescimento
real em relação ao PIB de 221,17%.
8) Que se considerarmos também a dívida externa do setor privado de US$ 108,8 bilhões, ou R$ 273,5 bilhões (21,31% do PIB), a dívida total: interna, externa, pública e privada é da ordem de R$ 1.309,3 bilhões (102,02% do PIB).
9) Que do total da dívida da União citada no item (7) acima, existe um montante de R$ 212,8 bilhões sendo carregada ilegalmente pelo Banco Central do Brasil, por falta de tomadores em mercado.
10) Que o custo de carregamento da
dívida pública em mercado, considerando somente títulos competitivos, inclusive
indexados ao câmbio, ficou em 147,93% ao ano em
julho de 2002, e a total em 128,63%
ao ano. Apesar dos juros primários
estarem fixados em 18,00% ao ano (servindo apenas como referência de
juros de um dia – HOT MONEY -, bem como para enganar os incautos através dos
meios de comunicação).
11) Que nossa séria histórica da
balança comercial foi como segue: Superávit 79/84 (US$ 15,9 bilhões); Superávit
85/89 (US$ 67,3 bilhões); Superávit 90/94 (US$ 60,3 bilhões). E no período
de janeiro95 a julho/02, pela primeira vez, geramos déficit comercial atingindo
(US$ 17,8 bilhões). Avança Brasil!!! (para o Abismo).
12) Que a nossa séria histórica de necessidade de financiamento do Balanço de Pagamentos foi como segue: 79/84 (US$ 96,3 bilhões); 85/89 (US$ 67,2 bilhões); 90/94 (US$ 86,9 bilhões). E no período de janeiro de 1995 até julho de 2002 migramos para (US$ 395,7 bilhões). Ou seja: no período de 1979/94 administramos um buraco médio em torno de U$S 15,5 bilhões ao ano. No período de janeiro de 1995 até julho de 2002 um rombo médio em torno US$ 52,2 bilhões ao ano.
13) Que no período de janeiro de
1995 até julho de 2002 recebemos um montante de US$ 191,0 bilhões (bilhões de dólares americanos) em investimentos externos
(diretos e indiretos).
14) Que o gasto total com pessoal
da União (diretos, indiretos, civis, militares, ativos e inativos) migrou
de R$ 35,8 bilhões em 1994 para R$ 65,4 bilhões em 2001. Incremento de 82,68%
em relação ao ano de 1994. E que com base nos gastos até julho de 2002
podemos projetar um gasto total de R$ 71,0 bilhões para o ano de 2002. Apesar
de manter o mesmo efetivo em torno de 2 milhões de pessoas. Avança Brasil!!! (para o abismo).
15) Que considerando os três poderes
da República, civis e militares, com base nos gastos até julho de 2002 o rendimento
médio mês per capita com pessoal ativo do governo federal foi de R$ 3.214,07,
sendo a média nacional dos trabalhadores formais nas atividades privadas de
R$ 784,30, ou seja: 309,80% menor;
16) Que considerando os três poderes
da República, civis e militares, com base nos gastos até julho de 2002 o rendimento
médio mês per capita com pessoal inativo (aposentadorias e pensões) foi de
R$ 2.631,18, sendo a média per capita dos inativos das atividades privadas
de R$ 360,00 mensais, ou seja: 630,88% menor.
17) Que até o mês de julho de 2002,
não considerando receita da Cofins de R$ 27,0 bilhões desviada para atender
o serviço da dívida, o déficit do setor privado (INSS) foi de R$ 4,7 bilhões
e o público federal de R$ 16,9 bilhões, totalizando até o mês de julho de
2002 um déficit de R$ 21,6 bilhões.
18) Que de janeiro de 2002 até julho de 2002 o sistema de previdência do INSS arrecadou um montante de R$ 40,2 bilhões em contribuições de patrões, empregados e autônomos ativos da iniciativa privada, contingente em torno de 50 milhões, pagando benefícios da ordem R$ 44,9 bilhões para um contingente em torno de 20 milhões de aposentados e pensionistas, gerando um déficit de apenas R$ 4,7 bilhões.
19) Que de janeiro de 2002 até julho
de 2002 o governo federal arrecadou um montante R$ 3,0 bilhões de um contingente
de funcionários ativos da ordem de 1.012.181, pagando benefícios de R$ 19,9
bilhões para um contingente da ordem de 984.847 aposentados e pensionistas,
gerando um déficit de R$ 16,9 bilhões.
20) Que o Brasil é um país virgem,
com vocação natural para o crescimento: 6,99% ao ano (1952/63); 6,22% ao ano
(1964/84). E que somente governos perdulários e corruptos poderiam inviabilizar
nossa vocação natural para o crescimento. Fato ocorrido a partir de 1985,
com a instalação da "Democracia Meia-Sola", com quedas sucessivas
do crescimento: 4,39% ao ano (1985/89); 1,18% ao ano (1990/94) e de 2,43%
ao ano (1995/01), gerando uma média medíocre de crescimento econômico real
no período (1985/2001) de 2,66% ao ano, indicador responsável por todos os
desequilíbrios atuais, principalmente previdência.
21) Que o PIB per capita no ano de
1994 foi de US$ 3.488,00. No ano de 2001 foi de míseros US$ 2.924,00, ou seja:
19,29% menor. Avança Brasil!!!!!(para o Abismo).
22) Que o PIB em 1994 foi de US$ 543,1 bilhões. Em 2001 foi de apenas US$ 504,1 bilhões. Redução de 7,73% em comparação com o ano de 1994.
23) Que em 1994 a taxa média de desemprego
aberto, medida pelo IBGE, foi de 5,1%. E em julho de 2002 ficou em 7,5%, sendo
a média do ano de 2002 de 7,3%. Houve um crescimento do desemprego de 47,14%
em comparação ao ano de 1994
24) Que a amostragem do item (23)
acima analisada tem o perfil que segue: a) empregados com carteira assinada
(41,9%); b) sem carteira assinada (25,8%); c) trabalho por conta própria (20,9%);
d) patrões (3,9%) e desocupados (7,5%). Portanto
um contingente de 33,3% dos economicamente ativos, compostos dos sem carteira
assinada e desocupados, são excluídos do Brasil Oficial.
25) Que o tal efeito eleições (lulômetro ou cirômetro, ou o nome que seja) é uma bobagem que, por si só, é claramente comprovada pelos indicadores acima demonstrados. Quando na verdade o efeito real é FHC (fernandômetro). Apenas a bomba estourou antes do prazo programado.
26) Que se o Brasil não tivesse se
transformado em um "Acampamento de Refugiados" o Sr. Fernando
Henrique Cardoso já estaria preso.
27) Que o Brasil está vivendo uma
guerra civil. Segundo a "ONU" acima de 15.000 assassinatos ano um
país é considerado em guerra civil. O Brasil atinge 45.000 assassinatos ano.
28) Que todas as informações aqui prestadas não têm nenhum vinculo com paixões
partidárias ou ideológicas, sendo apenas um estudo técnico elaborado com base
na verdade absoluta dos números disponíveis nos arquivos oficiais do governo
brasileiro.
O
autor é Professor de Economia. rberga@tutopia.com.br
www.angelfire.com/sc3/ricardobergamini